Rudolph, a rena do nariz vermelho: a história para contar às crianças
Rudolph é uma rena jovem com o nariz vermelho e brilhante, que as outras renas deixam de lado, até que numa véspera de Natal de neblina o Papai Noel pede a ele que vá na frente do trenó iluminando o caminho. A história foi criada em 1939 por Robert L. May, redator de uma loja de departamentos de Chicago, para um livreto dado de presente às crianças.
A versão com elfo dentista e monstro das neves, que muita gente conta, vem de um especial de TV de 1964, não do livro. Abaixo estão a história pronta para ler em voz alta, o que muda em cada versão e as perguntas para conversar com as crianças depois.
A história de Rudolph para ler em voz alta (5 minutos)
A história de Rudolph cabe em cinco minutos de leitura e funciona bem na hora de dormir, para crianças de 3 a 8 anos. O texto abaixo é um reconto nosso, em linguagem simples, fiel ao enredo principal. Leia devagar e faça uma pausa a cada parte.
Parte 1: o nariz diferente
Lá no norte, onde o inverno é comprido e a neve cobre tudo, morava uma rena pequena chamada Rudolph. Ela era igual às outras em quase tudo, menos numa coisa. O nariz de Rudolph era vermelho, redondo e brilhava no escuro, como uma lanterna.
Parte 2: as risadas
As outras renas achavam aquilo engraçado demais. Riam do nariz, inventavam apelidos e não chamavam Rudolph para as brincadeiras. À noite, Rudolph ia dormir pensando que seria muito melhor ter um nariz comum, marrom e apagado, como o de todo mundo.
Parte 3: a noite de neblina
Chegou a véspera de Natal, e com ela uma neblina tão grossa que não dava para ver nem a ponta do próprio focinho. O Papai Noel saiu com o trenó carregado de presentes, mas voava devagar, com medo de errar as casas e bater nas chaminés. Quando passou perto de onde Rudolph dormia, viu uma luz vermelha atravessando a neblina. Era o nariz da rena.
Parte 4: o convite
O Papai Noel acordou Rudolph com cuidado e fez um pedido: “Com essa neblina, eu não enxergo o caminho. Você aceita ir na frente do trenó, iluminando a estrada?” Rudolph mal acreditou. O nariz de que ele tinha vergonha era exatamente o que o Natal precisava naquela noite.
Parte 5: o caminho iluminado
Rudolph foi na frente, o nariz vermelho abrindo um túnel de luz no meio da neblina, e todos os presentes chegaram ao lugar certo. Na volta, as renas que riam dele estavam esperando, envergonhadas, para pedir desculpas. Daquele Natal em diante, sempre que o tempo fecha, é Rudolph quem guia o trenó.
Feche a leitura com uma pergunta simples, como “e você, tem alguma coisa diferente que pode ajudar alguém?”. As outras perguntas por idade estão mais abaixo.
Livro, desenho, música e TV: o que muda em cada versão de Rudolph
Rudolph tem quatro versões principais, e cada uma acrescentou detalhes que hoje parecem parte da história original. A tabela ajuda a saber de onde vem cada cena quando a criança perguntar.
| Ano | Versão | O que ela traz |
|---|---|---|
| 1939 | Livreto em versos de Robert L. May, distribuído pela loja Montgomery Ward | A rena caçoada pelo nariz e o Papai Noel que a descobre numa noite de neblina e pede que guie o trenó |
| 1948 | Desenho animado curto produzido por Max Fleischer | Segue de perto o enredo do livreto |
| 1949 | Canção de Johnny Marks, gravada por Gene Autry | Fixa a ideia de Rudolph como mais uma rena do Papai Noel e as “brincadeiras das renas” das quais ele ficava de fora |
| 1964 | Especial de TV em animação de bonecos (stop motion) | Rudolph filho de Donner (Trovão), o elfo Hermey que queria ser dentista, a rena Clarice, o explorador Yukon Cornelius, o monstro das neves e uma ilha de brinquedos rejeitados |
Por isso aparecem respostas diferentes para a mesma pergunta. No livreto, Rudolph não é apresentado como uma das renas do trenó; ele só passa a guiar a equipe naquela noite. Na canção e no especial de TV, ele já vive entre as renas do Papai Noel. Para os nomes de todas as renas e a origem das oito primeiras, veja as renas do Papai Noel e o significado de cada nome.
Se a criança já viu o especial de 1964, apresente o livreto como “a primeira história de Rudolph, a de antes do desenho”.
Quem criou Rudolph, e por que o nariz brilha
Rudolph foi criado em 1939 por Robert L. May, redator de publicidade da Montgomery Ward, uma rede de lojas de departamentos de Chicago. A empresa queria um livreto próprio para dar às crianças no Natal, em vez de comprar livros de colorir de terceiros, e encomendou a história a ele.
Três detalhes da criação costumam encantar as crianças maiores:
- A ideia veio da neblina. May contou que pensou no nariz que brilha olhando a névoa do Lago Michigan pela janela do escritório: um nariz vermelho atravessaria aquela neblina como um farol.
- O nome quase foi outro. Antes de Rudolph, ele considerou Rollo e Reginald.
- A primeira ouvinte foi uma menina de 4 anos. May lia os trechos para a filha, Barbara, à medida que escrevia. A família passava por um ano duro: a mulher dele, Evelyn, estava doente e morreu enquanto o projeto andava.
No primeiro Natal, a loja distribuiu cerca de 2,4 milhões de exemplares do livreto. Anos depois, a empresa passou os direitos da história para o próprio May, e o cunhado dele, o compositor Johnny Marks, transformou o texto na canção de 1949, que fez sucesso nos Estados Unidos.
Para as crianças, a parte que mais importa é esta: a história nasceu de um pai contando para a filha, do mesmo jeito que você vai contar hoje.
Perguntas para conversar depois da história, por idade
A conversa depois da história de Rudolph é o que transforma o conto em lição sobre diferenças, sem sermão. Escolha uma ou duas perguntas da faixa da criança; mais do que isso vira prova.
| Idade | Pergunta | O que ela ajuda a pensar |
|---|---|---|
| 3 a 4 anos | Como Rudolph se sentiu quando riram dele? | Dar nome aos sentimentos (triste, sozinho) |
| 3 a 4 anos | O que o nariz de Rudolph fazia de especial? | Ver a diferença como algo bom |
| 5 a 6 anos | O que você faria se visse alguém rindo de um colega? | Empatia e coragem de defender |
| 5 a 6 anos | As renas fizeram certo em pedir desculpas? | Reparar um erro |
| 7 a 10 anos | Por que as renas só mudaram quando Rudolph ficou importante? | Respeito que não depende de utilidade |
| 7 a 10 anos | Que coisa “diferente” em você pode ajudar alguém? | Autoestima e talentos próprios |
A pergunta sobre por que as renas só mudaram depois é a mais rica: deixe a criança concluir sozinha que tratar bem só quem é útil não é amizade.
Como contar Rudolph para crianças pequenas e para as maiores
Para crianças de 2 a 4 anos, conte Rudolph com o quarto na penumbra e uma lanterna pequena coberta com papel celofane vermelho. Quando chegar a neblina, apague a luz; quando o Papai Noel encontra Rudolph, acenda a lanterna. A criança pode ser a encarregada de “acender o nariz”. Para essa idade, encurte as risadas das outras renas a uma frase.
Para crianças de 5 a 7 anos, combine que, a cada vez que aparecer a palavra “nariz”, todos tocam o próprio nariz.
Para crianças de 8 a 10 anos, leia a história e depois conte a origem real, com a neblina do lago, os nomes que quase foram escolhidos e a filha que ouvia os trechos. É uma boa porta para elas escreverem a própria história de Natal com um personagem “diferente”. Mais contos separados por idade estão em histórias de Natal para crianças, com 10 contos por idade.
Um cuidado: enfeites de nariz de rena com bolinha pequena e pompom solto não são para crianças menores de 3 anos, que podem levar à boca.
Uma brincadeira de 15 minutos com a história de Rudolph
A brincadeira da neblina usa a história de Rudolph e cabe em 15 minutos, inclusive num apartamento pequeno numa noite quente de dezembro. Veja o passo a passo:
- Espalhe pela sala 5 a 8 “casas”: caixas de sapato ou almofadas, cada uma com um papel dobrado escrito o nome de alguém da família.
- Apague as luzes. Esta é a neblina.
- Uma criança é Rudolph, com a lanterna vermelha. Outra é o Papai Noel, com um saquinho de “presentes” (bolinhas de papel ou bombons).
- Rudolph ilumina o caminho; o Papai Noel só pode andar onde a luz bate e deixa um presente em cada casa.
- Depois, trocam os papéis. No fim, cada um abre a “casa” com o seu nome e encontra o presente.
Afaste antes mesas de centro com quina e objetos no chão, porque a brincadeira acontece no escuro.
Que a história de Rudolph embale a hora de dormir e lembre às crianças que aquilo que nos faz diferentes também pode iluminar o caminho.
Perguntas frequentes
Rudolph é uma das renas do Papai Noel?
Nas versões mais conhecidas, sim: Rudolph é a nona rena e vai na frente do trenó. No livreto original de 1939, porém, ele não é apresentado como parte da equipe e só é chamado para guiar o trenó naquela noite de neblina.
Qual é o nome de Rudolph em português?
No Brasil, o nome mais usado é o original, Rudolph, como em “Rudolph, a rena do nariz vermelho”. Algumas traduções usam Rodolfo, forma comum também em espanhol.
Por que o nariz de Rudolph é vermelho?
A história não explica de onde vem a cor: Rudolph simplesmente nasceu com o nariz vermelho e brilhante. O autor contou que imaginou um nariz que funcionasse como farol ao ver a neblina pela janela do escritório.
Rudolph aparece no poema das renas de 1823?
Não. O poema de 1823 traz as oito primeiras renas do Papai Noel. Rudolph só foi criado em 1939, mais de cem anos depois, e entrou na lista por causa do sucesso do livreto e da canção.
histórias de natal natal com crianças renas do papai noel rudolph