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Tradições • 9 de outubro de 2026

Renas do Papai Noel: nomes e origem da história

Renas com galhada na neve de uma floresta de pinheiros, com trenó de madeira ao fundo

O Papai Noel tem nove renas na versão mais conhecida da história: Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão, Relâmpago e Rudolph, a do nariz vermelho. As oito primeiras foram batizadas no poema americano A Visit from St. Nicholas, publicado em 1823, e Rudolph só entrou na equipe em 1939, num livreto infantil criado para uma rede de lojas de Chicago.

Abaixo estão a tabela com o nome original de cada rena e o significado, a história de como as renas entraram na lenda, quem é Rudolph, o que se sabe sobre as renas de verdade e ideias para usar essas personagens no Natal das crianças.

Os nomes das renas do Papai Noel e o que significam

Os nomes das renas do Papai Noel vêm do inglês, e a tradução para o português muda de livro para livro: há versões no masculino e no feminino, e algumas mantêm os nomes originais. A tabela mostra a forma mais comum em português e o sentido de cada nome.

Nome original Em português Significado
Dasher Corredora A que dispara, corre rápido
Dancer Dançarina A que dança
Prancer Empinadora A que salta e empina com elegância
Vixen Raposa Raposa fêmea
Comet Cometa O astro com cauda brilhante
Cupid Cupido O deus romano do amor
Donner (antes Dunder e Donder) Trovão Trovão, em holandês e alemão
Blitzen (antes Blixem) Relâmpago Relâmpago, em holandês e alemão
Rudolph Rudolph ou Rodolfo Nome próprio; a rena do nariz vermelho

Os dois últimos nomes do poema mudaram com o tempo. Na publicação de 1823, eles aparecem como Dunder e Blixem, formas holandesas para trovão e relâmpago, uma lembrança do passado holandês de Nova York. Edições posteriores trocaram para Donder e Blitzen, e a canção de Rudolph, em 1949, popularizou a forma Donner.

Como as renas entraram na história do Papai Noel

As renas entraram na história do Papai Noel nos Estados Unidos, no começo do século XIX. Em 1821, um livreto ilustrado publicado em Nova York mostrou o bom velhinho, chamado ali de “Santeclaus”, num trenó puxado por uma única rena, levando presentes às crianças.

Dois anos depois, em 1823, o poema A Visit from St. Nicholas, também conhecido como The Night Before Christmas e atribuído a Clement Clarke Moore, saiu sem assinatura num jornal de Troy, no estado de Nova York. O texto multiplicou a equipe: eram oito renas pequenas, cada uma chamada pelo nome enquanto o trenó subia aos telhados na véspera de Natal.

A escolha das renas faz sentido. Elas são o animal de tração do Ártico, usadas há séculos para puxar trenós na Lapônia e na Sibéria. Ao colocar renas no trenó, os autores ligaram o Papai Noel ao frio do extremo norte, ideia que mais tarde se fixou na casa do Polo Norte desenhada pelo cartunista Thomas Nast.

Rudolph, a rena do nariz vermelho

Rudolph, a rena do nariz vermelho, foi criado em 1939 por Robert L. May, redator publicitário de uma rede de lojas de departamentos de Chicago, para um livreto de Natal distribuído de graça às crianças que visitavam as lojas. Na história, a rena caçoada pelo nariz vermelho e brilhante acaba escolhida para guiar o trenó numa véspera de Natal de neblina forte.

O personagem ganhou o mundo dez anos depois. Em 1949, Johnny Marks, cunhado de May, transformou a história numa canção, gravada pelo cantor Gene Autry, que virou sucesso nos Estados Unidos. Em 1964, um especial de televisão em animação com bonecos, no estilo stop motion, fixou a imagem de Rudolph para várias gerações.

Por isso a conta das renas muda conforme a fonte: oito no poema de 1823, nove depois de Rudolph. Na maioria das versões atuais, Rudolph vai na frente, puxando a fila, com o nariz servindo de farol.

A mensagem ajuda a explicar o sucesso: a rena deixada de lado por ser diferente é justamente a que salva o Natal. É um bom ponto de partida para conversar com as crianças sobre respeito às diferenças.

A animação de Rudolph costuma aparecer em listas de filmes de Natal para ver em família.

Como são as renas de verdade

As renas de verdade existem e pertencem à espécie Rangifer tarandus, a mesma do caribu da América do Norte. Elas vivem nas regiões frias do hemisfério norte, como Noruega, Suécia, Finlândia, Rússia, Alasca, Canadá e Groenlândia, e não voam, claro.

Algumas curiosidades ajudam a separar o mito da biologia:

Na história Na natureza
Moram no Polo Norte Vivem na tundra e nas florestas frias do Ártico, não no polo
Voam puxando o trenó Puxam trenós no chão, na neve
Todas com galhada no Natal Machos adultos já perderam a galhada nessa época
Comem cenoura deixada pelas crianças Comem líquen, folhas e capim

Pela biologia, então, as renas que puxam o trenó em 24 de dezembro, todas com galhada, seriam fêmeas ou machos jovens. O poema nunca disse o sexo de nenhuma delas, mas a curiosidade costuma fazer sucesso com as crianças.

Ideias para usar as renas no Natal das crianças

As renas do Papai Noel rendem brincadeiras simples para a última semana antes da festa, que em 2026 vai do domingo, 20, à sexta-feira, 25 de dezembro. Algumas ideias que funcionam no calor brasileiro:

Para mais brincadeiras em família, veja estas 20 atividades de Natal para fazer juntos. E, para entender por que o trenó chega carregado, leia sobre a origem do costume de dar presentes no Natal.

Na hora de dormir, as renas combinam com outras histórias de Natal para contar às crianças.

Para a escola ou para casa, veja também atividades de Natal para educação infantil.

Perguntas frequentes

Quantas renas o Papai Noel tem?

Nove, na versão mais conhecida hoje. O poema de 1823 apresentou oito renas com nome, e Rudolph, a do nariz vermelho, foi acrescentado pela história de 1939.

Qual rena vai na frente do trenó do Papai Noel?

Rudolph. Desde a história de 1939, ele lidera o trenó e usa o nariz vermelho e brilhante como farol nas noites de neblina.

As renas do Papai Noel são fêmeas?

A história não diz. Pela biologia, os machos adultos perdem a galhada perto do início do inverno, então renas com galhada no Natal seriam fêmeas ou machos jovens.

Renas e caribus são o mesmo animal?

Sim. Os dois pertencem à espécie Rangifer tarandus: na Europa e na Ásia o animal é chamado de rena, e na América do Norte, de caribu.